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PISTÃO: CONHEÇA MELHOR ESSA PEÇA

É comum ouvir alguém falar “o pistão efetua o disparo”, porém, isso não é bem verdade… bora buscar um café?

O pistão é responsável por algumas funções durante um disparo e para facilitar, vamos entender melhor o que é um pistão e como ele funciona! Geralmente produzido em alumínio ou Abs (que é tipo de plástico de alta resistência), o pistão é um componente em forma de um tubo oco, com um trilho dentado em seu lado externo que orientam duas canaletas laterais. Fazendo parte do conjunto, ainda encontramos a cabeça do pistão, peça acoplada na ponta do pistão por um pequeno parafuso e a mola que fica alocada no interior do pistão, se projetando para fora dele.

Esse trilho dentado que chamamos de pente de dentes, normalmente fabricado de aço ou no mesmo material do pistão, sendo por sua vez incorporado a ele no momento da fabricação, acomoda cerca de 14 ou 15 dentes. Engana-se quem pensa que um pistão de 15 dentes é melhor que o de 14, vou explicar: um pistão de 14 dentes é exatamente igual ao de 15 dentes, a diferença fica por conta do dente número 2, que na maioria dos pistões de alto rendimento é suprimido, a fim de acomodar melhor a engrenagem quando inicia o torque no primeiro dente. Fora isso, os dois modelos têm exatamente o mesmo dimensional.

A função básica do pistão é gerar pressão para projetar a bb’s até o alvo mas vai muito além disso. Vamos aqui separar em dois momentos o funcionamento do pistão de sua AEG. Quando a gearbox quando inicia um ciclo, as engrenagens começam a girar, o pistão inicia a sua primeira fase: a compressão, ou seja, ele inicia a compressão da mola, afim de acumular energia potencial elástica. Neste momento, todo o pistão está sob grande esforço, com ênfase no pente de dentes que está sendo tracionado pela engrenagem. O pistão percorre toda a extensão de seu alojamento, até chegar muito próximo a guia de mola. Neste momento, quando a carga da mola está completamente comprimida e a engrenagem passa pelo último dente do pistão, conclui-se a fase de compressão, agora efetivamente, ocorre o disparo!

Na segunda fase, quando a engrenagem libera o pistão, toda a força acumulada na mola é liberada e o pistão inicia sua trajetória em direção a cabeça de cilindro. Neste momento, a cabeça do pistão faz vedação com o cilindro e começa-se a construir pressão pneumática atrás da bb’s. A medida que o pistão ganha velocidade cinética, ele perde energia elástica da mola, resultando em uma aceleração não linear. Aqui fica o “x” da questão, ajustar a máxima energia cinética para coincidir com a saída da bbs do cano, mas essa conversa fica para um próximo post!

Por fim, o pistão se choca na cabeça de cilindro e fica em repouso aguardando o novo disparo. Sempre que for fazer uma manutenção em sua gearbox, lembre-se, o pistão precisa ter lubrificante nas canaletas, pente de dentes e oring de vedação, mas nada em excesso, ok? Fique atento aos pistões disponíveis em nossa loja virtual no botão abaixo e até a próxima.

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Crédito da imagem
@operadora06

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